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15 de dez. de 2011

O boom de Benjamin


Se você é amante das artes visuais com certeza já conhece o trabalho de Benjamin Lacombe e para você que ainda não conhece o trabalho desse ilustrador, preste atenção, porque o cara é fera e domina neste universo da ilustração.





Nascido em Paris em 1982 e, atualmente com 29 anos, o jovem e talentoso Benjamin Lacombe teve sua formação artística na École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs de Paris (ENSAD) uma reconhecida escola de artes que tem como missão oferecer formação artística, científica e técnica para designers criativos envolvidos em projetos e pesquisas em todos os aspectos das artes decorativas.

O jovem ilustrador também passou pela área de publicidade e animação, mas o foco de seu trabalho volta-se mesmo para a ilustração de livros infantis. Seu primeiro livro – fruto de um trabalho de conclusão de curso chama-se Cherry and Olive .
Foi publicado na França pela editora Les Éditions du Seuil em 2006. A obra conta a história de uma solitária menina e um cão adorável. 


A história é sobre auto confiança e as ilustrações criadas no livro (especialmente as formas exageradas de vários personagens) lembram muito o trabalho de Tim Burton. No desenrolar do conto, as ilustrações ficam progressivamente menos escuras, um método eficaz de transmitir a mudanças no humor na opinião de V-Urban um espetáculo. 







Desde então já escreveu e ilustrou muitos projetos, tanto de sua autoria, como de outros escritores. Fora isso tudo, ainda participa de exposições na França, Nova York,Tókio , Roma, entre outras grandes cidades do mundo.














Atualmente Benjamin vive e trabalha em Paris com o seu cachorro Virgile, muitas vezes retratado nas suas obras. 


Era Uma Vez (Once Upon A Time), é o atual projeto do artista. Um livro pop-up que apresenta oito clássicos de contos como: Alice no País das Maravilhas, Pinóquio, A Bela Adormecida, Barba Azul, Peter Pan, Chapeuzinho Vermelho, Polegarzinha e Madame Butterfly . Veja abaixo o vídeo promocional do projeto, um show a parte.





Com tantos artistas importantes vindo para o Brasil, agora é torcer para termos uma exposição de Benjamin em São Paulo e outras capitais brasileiras.

por Julio M. Silva
 


17 de abr. de 2011

Brincadeira de Criança

A infância é com certeza um período mágico. Lembrar dos brinquedos mais queridos , ou mesmo das brincadeiras de rua, com toda a sua simplicidade, livre de regras e objetivos pré-estabelecidos é fantástico.



Pensar nessa época como uma coisa simples, despreocupada, com a intenção apenas de gastar energia e ser livre é com certeza uma forma “nostálgica” e divertida de repensar a nossa vida, o que somos hoje e o que fazemos, como foram estabelecidas as bases da nossa personalidade.

V-Urban faz nesse post, faz uma homenagem as todas as crianças e aos adultos que continuam desenvolvimento a sua criatividade, estimulando  a imaginação, procurando ser livres, afinal já dizia sabiamente o poeta Italiano Giacomo Leopardi “As crianças acham tudo em nada, os homens não acham nada em tudo”.


Animação AT-AT Day Afternoon

Patrick Boivin é um artista franco-canadense que tinha o sonho de infância de ter um AT-AT Walker e um cão Kenner.
De maneira fantástica o artista transformou esse desejo de infância numa animação primorosa e bem humorada, que mostra como seria se um AT-AT Walker fosse o melhor amigo do homem.



Pombinha Branca


Fernando Augusto Dias, enquanto estudava na Escola de Cinema, 3D e Animação de São Paulo criou uma animação  para a música Pombinha Branca.
O trabalho ganhou como melhor filme estudantil brasileiro, 2º melhor curta metragem brasileiro e 3º lugar nas categorias de melhor filme estudantil e melhor curta infantil no Anima Mundi 2010.
Vale apena conferir.



O brasileiro Leandro Braga, após 11 dias reassitindo os filmes famosos da Pixar,selecionou 500 cenas e juntou em um belo tributo ao melhor estúdio de animação do planeta. 
A trilha sonora do clipe é The XX – Intro, Louis Armstrong – La Vie En Rose, Peter Gabriel – Down to Earth e Randy Newman.
Trabalho muito bom e merece ser visto.





Aí a infância acaba e vem a puberdade, época em que ocorre mudanças biológicas e fisiológicas e mais um ciclo da vida se inicia.
Esse pode ser um assunto para um novo post, porém vale muito apena conferir o trabalho do
Animação do designer alemão Alexandre Gellner, One Minute Puberty .
Alexandre Gellner

O profissional ilustra o período da puberdade em pouco mais de um minuto. O vídeo tem humor e é tecnicamente muito bem animado. Confira:


(por Julio M. Silva)

21 de fev. de 2011

Retrô Agir

O conceito de retrô significa "voltar para trás" e o mais interessante é vermos nos trabalhos contemporâneos de artistas, publicitários, cineastas, designers gráficos, de produto e de moda o ato de retroagir, ou seja, agir do passado, buscar inspiração, fazer releituras transformando a produção em si em obras modernas e de tirar o fôlego. 
Neste novo post, V-Urban selecionou alguns trabalhos com visões atuais com profissionais agindo do passado como o artista alemão Jan Vormann logo abaixo.

 Dispatchwork, de Vormann, resgata o lego e o mistura ao concreto
Em fotografia, é interessante observar o trabalho de Irina Werning, que lançou uma série intitulada Back to the Future, ainda inacabada.
Irina fotografou diversas pessoas em situações já vividas por elas a anos atrás.
O resultado disso tudo são provocações nostálgicas e emocionais.














Em Invasão de criaturas 8-bits! Jean Patri retroage ao fazer criaturas que "habitam" videogames, como o ATARI, invadir o mundo real.
A animação não é tão recente, mas vale muito apena observar referências a velhos e saudosos games dos nossos tempos de criança. Space Invaders, Pac-Man, e até os famosos blocos de Tetris se encaixando nas saliências dos prédios. Essa é uma animação fantástica com um show visual.

Escrito, dirigido por: Jean Patrick
Diretor de Photograhy: Boucard Matias
SFX por Patrick Jean e convidados
Produzido por One More Produção




Shohei Otomo é para muitos considerado o melhor desenhista do Japão. Chegado em uma certa marginalidade, o seu trabalho “feito apenas com canetas esfereográficas” retrata uma arte retrô futurista.




Em 2011 as revistas apontam que o Estilo dos Anos 50, a Idade de Ouro, é o novo ou “de novo” a tendência da moda retrô, porém sob uma ótica minimalista, na qual a redução e o uso de cores neutras resultam em um produto mais limpo e sem excessos. Está de volta também o look retrô dos lenços com estampas geométricas dos anos 50 e 70, e os adornos com pedras, enfeites esmaltados e laços acolchoados, figuram juntamente com formas essenciais, saltos retos e a limpeza dos detalhes minimalistas dos anos 90, trazendo-nos uma mulher elegante e feminina, mas ao mesmo tempo sóbria e moderna.
No caso da moda, o retroagir é um mix de décadas ...



Minimalista retro Armani
Para os amantes de design, já se tornou prática comum sair a procura de produtos antigos, sejam eles acessórios, roupas, móveis ou qualquer objeto que remeta a uma década específica.
De olho nesses consumidores, cada vez mais as empresas estão retroagindo e criando produtos com aparência antiga só por fora é claro.
A marca americana Big Chill é umas dessas empresas que desenvolve esses produtos com características antigas e ao mesmo tempo tão modernas e eficientes quanto os modelos atuais.
Nos exemplos abaixo conseguimos ver alguns desses produtos com aparência retrô em cores que resgatam as utilizadas em outras décadas.




O retroagir destes profissionais, apesar das releituras, trazem criatividade, humor, bom gosto a nossa vida contemporânea e isso nos deixa muito mais felizes.
(por Júlio M. Silva)

5 de jan. de 2011

Criativas aberturas em séries

O que te faz lembrar de um filme, uma série ou mesmo um programa de TV?
É claro que muitos vão dizer “é a história sendo contada”, mas quando nos deparamos com projetos gráficos bem planejados, a abertura dos filmes, séries e programas de TV podem ser extremamente envolventes, interessantes e divertidos.
Neles podemos ver a ligação entre a arte do design gráfico e cinema - e a cultura visual como um todo. Eles têm sempre servido a um propósito maior: chamar você para a história que virá na sequência.
Nesse post, V-Urban traz algumas referências de aberturas criativas onde a mistura de elementos visuais e sonoros acabam valorizando ainda mais a história que será contada.



Visualização e pontuação 

Textos e efeitos gráficos em sintonia com a música. Esse conceito foi criado em 1955 para a abertura do filme "O Homem do Braço de Ouro" e mais tarde é utilizado no sucesso "Monstros SA", de 2001.





Série James Bond 

A assinatura com a famosa sequência “arma barril”, a mira que virou ícone de abertura da série, foi criada no primeiro episódio "Dr. No "(1962), e permaneceu até a abertura do penúltimo filme de Bond, Cassino Royale.
Essa seqüência se tornou uma assinatura para a série Bond.







True blood 

A abertura da série foi criada pela Digital Kitchen, um estúdio de produção e indicada ao Emmy na categoria de melhor abertura.
A abertura tem como música de fundo a canção "Bad Things" de Jace Everett, e conceitualmente, é construída a partir da mistura de imagens contraditórias que envolvem sexo, violência e religião, projetadas ao ponto de vista do "sobrenatural".
Na edição da abertura, a idéia era expressar o "fanatismo religioso" e "energia sexual" que pode corromper o homem e torná-los animalescos. Assim, vários quadros foram cortadas para dar uma sensação de movimentos agitados, enquanto outras cenas foram simplesmente jogados, e alguns exibidas no slow motion.



How to Make It in America

A abertura conta com boa música e excelentes imagens em slow motion. A série é um passeio divertido na cena da cidade de NY, onde explora as diferentes nacionalidades dos moradores e como eles se relacionam com as subculturas da cidade. 


MISFITS 

A moderna abertura desta série inglesa mistura diferentes tipos de animação desde a tradicional até o slow motion. A trilha entusiasma e o resultado é jovem e contemporâneo.



The Walking dead 

A abertura da série fez uso de uma solução mais realista que mostra cenas da cidade onde se revela vestígios de destruição provocados pelas ações dos zumbis, sem explicitar, no entanto, qualquer uma delas.
A partir de uma fotografia escura, em tons sépia, foi dada uma solução cromática que procura ressaltar o lado obscuro e sombrio da produção.




Não precisa ser um motion designer gráfico, um artista digital ou um apreciador de design, para se sensibilizar coma essas aberturas que são uma atração a parte. As produções são diversas e você tem que estar atento a isso.

(por Júlio M. Silva)

26 de out. de 2010

Inspiração ou Plágio?

Um assunto muito comentado esse mês na roda dos “criativos das agências” ou pessoas interessadas em comunicação e design, foi o processo que a agência África estaria sofrendo em função de uma peça gráfica criada para a campanha Happy Drive que divulga o carro Grand Vitara, da Suzuki, ser plágio de uma ilustração do Designer Mico Toledo.
Segundo noticiou a mídia, Mico Toledo, um designer que trabalhou na Leo Burnett de Lisboa e foi Young Criative no Festival Internacional de Publicidade - Cannes Lions em 2009 -, é proprietário atualmente de um site que publica imagens interpretando trechos de músicas de artistas famosos, como The Beatles, Radiohead, Elton John, entre outros.
A proposta de Mico Toledo é publicar a cada semana uma nova interpretação, deixando todas as imagens disponíveis para download no site.
Essas imagens criadas por Mico são distribuídas como papel de parede para iPhone.


Como podemos analisar, é difícil não perceber semelhanças entre as peças.

Nesses meus anos de atuação no mercado de Comunicação e Design, tenho visto de tudo. São poucos os profissionais com trabalhos originais, parece que tudo já foi feito. E é nesse momento que muitos inserem em suas criações elementos, idéias (quando não copiam tudo) tomando para si referencias do que já foi feito.
Não sou contra pesquisas de referências, acho fundamental alimentarmos sempre o nosso repertório visual, mas algumas coisas parecem não ter limites.
Exemplificando o assunto desse post, V-Urban selecionou alguns trabalhos para serem analisados. Resta-nos a pergunta “inspiração ou plágio”?

Ogilvy Mather, UPS e Ryan Johnson 
A ação de guerrilha realizada para UPS, empresa de entregas expressas, foi criada com o objetivo de mostrar a velocidade dos seus serviços.
Foram produzidas várias peças em madeira, que ilustram uma pessoa em alta velocidade. A ação foi criada pela agência Ogilvy & Mather.
A peça promocional é indiscutivelmente parecida com a obra do artista Ryan Johnson.

Peça Promocional aplicada

Peça Promocional e Obra de Ryan Johnson

Peça Promocional e Obra de Ryan Johnson

Inspiração ou Plágio?

Absolut 
Em 2009 a TBWA / Chiat / Day, criou para a Absolut um anúncio viral com o slogan "Fazer algo diferente leva a algo excepcional."
Na época discutiu-se a semelhança com – “I Have Learned in My Life So Far”, projeto do designer gráfico Stegan Sagmeister.
Sagmeister já trabalhava com a idéia de dobrar materiais incomuns, brincando com a tipografia. O designer trabalhava explorando e aperfeiçoando a ideia.
Porém, sabe-se que um grupo de ex-alunos do estúdio de Sagmeister também estavam fazendo trabalhos semelhantes. 








Inspiração ou plágio?

Catálogo de inverno da Uncle K 

O catálogo de inverno criado para a marca Uncle K em 2009, mostra similaridades com o trabalho de vários artistas presentes no livro Tactile, de Robert Klanten

Capa do livro Tactile, de Robert Klanten

Página do livro Tactile, de Robert Klanten

Página do catálogo de inverno criado para a marca Uncle K

Página do livro Tactile, de Robert Klanten

Página do catálogo de inverno criado para a marca Uncle K

Inspiração ou Plágio?

AT & T, Christo e Jeanne-Claude A BBDO criou para a AT & T um comercial intitulado "Repensar Possível", onde a mensagem é passar que a empresa é a melhor e possui a maior cobertura.
Muito se discutiu sobre a campanha, comparando-a com o trabalho dos artistas Christo e Jeanne-Claude.
Na campanha as pessoas são vistas cobrindo a América com tecido laranja. Semelhança inegável com a instalação dos artistas produzida em 2005 chamada "The Gates" e montada no Central Park.






E aí? Inspiração ou Plágio?
 

(por Júlio M.Silva)

19 de out. de 2010

Conheça o surpreendente trabalho de Aaron Koblin

Aliar arte, música, design e tecnologia é maravilhoso. Isso é a especialidade de um novo artista que está despontando na produção de vídeos incríveis para bandas igualmente incríveis e outros trabalhos voltados à arte. Marque este nome: Aaron Koblin. V-Urban vem destacar o trabalho desse americano, funcionário no laboratório de criatividade da Google, na Califórnia. QUE INVEJA.

Koblin explora novas maneiras de mostrar conteúdo através de vídeo, foto e texto. Para o V-Urban, uma nova forma de expressão artística, poética, tecnológica e moderna.


Aaron Koblin
Além da técnica e sensibilidade, Koblin também gosta de utilizar em seus trabalhos o conceito de crowdsourcing, uma espécie de trabalho desenvolvido em conjunto, com esforço colaborativo de outras pessoas. Por exemplo, em Bicycle Built for Two Thousand, o artista coletou trechos de vozes de 2.088 pessoas de 71 países diferentes. Aaron uniu estas gravações e formou a canção Daysy Bell, do inglês Harry Dacre.



Outro trabalho que usa o crowdsourcing é “Ten Thousand Cents”, onde uma imagem de 110 dolares é pintada pixel por pixel por colaboradores sem que eles saibam exatamente o que estão pintando . E acredite, ainda não tem nenhum brasileiro colaborando. Entre lá e colabore agora. Ou melhor, depois de ler este post. 

 


Clique no link e conheça o projeto: http://www.tenthousandcents.com/

Dois grandes destaques na área da música têm dado visibilidade a Aaron. Um clipe sensacional desenvolvido para a banda Árcade Fire, chamado “We used to be wait” (projeto Wilderness Downtown), onde são utilizadas várias câmeras simultâneas e pode-se escrever ou desenhar em uma das telas que se abrem durante a música. Como dizem os americanos: Amazing!!!







E ainda de uma das mais adoradas bandas do planeta, Radiohead, teve sua música “House of Cards” dirigida por Aaron, onde as imagens foram captadas de lasers e sensores reproduzidos em 3D. Super!





Abaixo outro projeto chamado "Flight Paths", um trabalho baseado nas rotas de aviões.



E mais: Aaron Koblin está de malas prontas para descer na Amazônia nos dia 6 e 7 de novembro para um encontro chamado TEDx que reunirá pessoas do mundo inteiro para discutir e compartilhar boas ideias sobre o tema Qualidade de Vida.
Então, vida longa a Koblin.


(por Vitor Costa)
 
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