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24 de jul. de 2011

Primeira edição da festa “Is Back” surpreende.

Tudo perfeito. Esta é a definição da primeira edição da festa “Is Back”. Com o conceito de sunset party, ou seja, festa realizada em uma tarde, a “Is Back” tem como principal foco a música eletrônica de qualidade e a concentração de um público formador de opinião. Quatro marcas estão envolvidas na criação do evento: Entourage Conteúdo Artístico e Management, empresa que agencia contratos com grandes Djs nacionais e internacionais como Henrik Schwarz, Luciano e a dupla Catz and Dogs, que adoramos. O site Deepbeep, que concentra informações sobre música eletrônica, entrevistas e sets de Djs consagrados como Luiz Pareto, Davis e Rafael Morais, além de DJs mais novos como Rotciv e a dupla The Rimshooters, a marca de roupas Doc Dog e Awdio , que atua no segmento de tecnologia e música.



Facebook
 O burburinho começou no Facebook, através da criação de página especial para divulgação do evento. Em poucos dias o número de confirmados para a festa triplicou em relação ao número esperado. Uma preocupação para uma primeira edição e que poderia gerar um grande problema para a organização, já que a festa foi realizada no espaço Back Gastrobar, na Rua Girassol, bairro de Vila Madalena e que comportaria no máximo 300 pessoas. Mas tudo foi tão bem organizado que nada, nenhuma tensão sequer foi percebida. Isto porque a equipe informava no facebook passo a passo de como os convidados deveriam se organizar para garantir sua entrada, sempre com muita educação e bom humor. Desde o lançamento, até o envio de confirmação para cada pessoa inscrita e um simpático shhhh, pedindo discrição quanto ao endereço da festa, até o pedido para chegar cedo e um apelo a civilidade, já que se tratava de um bairro residencial.

Atrações
A atração principal da festa foi o americano Ewan Pearson, DJ com um currículo imenso e um talento incrível para produzir e tocar boa música, em especial, o gênero deep house, house sofisticada e envolvente. Além do americano, dois DJ brasileiros participaram do line up, Davis Genuino, produtor, DJ e líder da banda The Dronelovers. Davis é também residente de um dos principais clubes do mundo, o D-Edge, e seus charmosos sets fazem a alegria de quem gosta de deep house, house e NuDisco. Outro brasileiro que abriu o line up foi Caio T., também DJ de house, deep e eletrônica.



Ewan Pearson

Davis Genuino
Caio T.


V-Urban, chegou por volta das 13h40 e foi extremamente bem recebido pela bela hostess. No decorrer da festa conhecemos o super simpático Marcelo Arditti, da Entourage Conteúdo Artístico e Management. E o público era um grande detalhe a parte. Muita gente bonita e civilizada. E o tratamento dado às pessoas foi de uma autenticidade impar, sem aqueles vícios típicos das grandes casas noturnas de São Paulo, cheia de “clubinhos de amigos”. Tudo democrático, educado e charmoso. O consumo de bebidas funcionou bem, com destaque para a deliciosa caipirinha de saque com frutas vermelhas. E para quem quisesse comer algo, a oferta era o Temake, talvez a única e pequena falha da festa, porque este que vos escreve é vegetariano
e teve de dar uma escapada para tomar um café na Cristallo.

Galeria:





















Se depender da torcida de V-Urban, “Is Back” veio pra ficar. Que outras edições venham logo.

Por Vitor Costa e Julio M. Silva






21 de jul. de 2011

E a música brasileira tá Criola

Se você pensa que V-Urban não presta atenção em música brasileira ou é muito crítico a ela como no post “ e a música brasileira, hein?”, engana-se. Estamos atenados em novidades. Isto mesmo algo novo, com frescor. Bem diferente da atual queridinha Maria Gadu. E bem diferente do que tem sido lançado pelas gravadoras.

Nosso post musical fala dele: CRIOLO. 



Pai Metalúrgico, mãe benzedeira do bairro, nasceu em Santo Amaro, passou a infância no Grajaú onde mora até hoje - Antes Criolo Doido, agora apenas - “O RAPPER CRIOLO”
Seu trabalho solo foi lançado finalmente. “Nó na orelha” o mais recente e aguardada produção do rapper Criolo. Há algum tempinho o artista já causava certo burburinho, principalmente pela faixa “Não existe amor em SP”.

Assim que a música caiu na rede causou um enorme freesom ... um WOWWW!!!! Tanto pela crítica como pelo público. 
O disco saiu superando todas as expectativas , manda bem, transitando entre o samba, o soul, o reggae e referências bregas radiofônicas.
Ouça abaixo algumas faixas e aproveita para visitar o site: www.criolo.art.br e fazer o download gratuito ... 










Vamos torcer para que os próximos trabalhos deste rapaz consiga manter o mesmo nível e não cair na repetição dos segundos discos... Céu, por exemplo não conseguiu.

Por: Julio M. Silva e Vitor Costa

14 de jun. de 2011

Nossa eterna e democrática Paulista

Definitivamente um dos ícones de São Paulo é a intensa, amada e charmosa avenida Paulista. Sempre que conversamos com pessoas, que assim como nós, são apaixonadas por São Paulo, a Avenida Paulista é lembrada com extremo carinho. 

Avenida onde tudo circula: dinheiro, comportamentos, pessoas, tipos diferentes, enfim uma democracia deliciosa impregnada que torna a alma da Paulista rica e eclética. 

Sobre isso, nada se compara a experiência de circular no domingo na avenida onde as pessoas são uma atração a parte. A parte? Será? Tudo e todos, tão diferentes e ao mesmo tempo únicos. Ricos, pobres, a classe média, héteros, gays, skatistas, intelectuais, descolados, fashionistas, pretos, brancos, comerciantes, empregados, garis, palhaços, hare krishnas, espíritas, budistas, músicos, performáticos, covers de Michael Jackson, artistas, loucos, caretas, carecas, enxuranas, darks, coloridos, exagerados, putas, putos, idosos, crianças, cachorros, bebuns, barbies, gringos, vegs, estudantes, ciclistas, maratonistas, enfim, gente de tipos em uma mistura que convive bem e é, aos olhos, um cenário atraente, entusiasmante e curioso. Haja democracia. Viva a democracia. 





Gastronomia, artesanato, cultura, cinema, parque, igreja, pecado, flerte, sacanagem, timidez, indiferença, paquera, o bom e o mau humor, carão, impaciência, tédio, sorriso, sedução, feiúra, normalidade, beleza. Um verdadeiro mix cosmopolita. 





Fotografar ela, ou nela é uma experiência única, farta, rica. 



Por outro lado, este lugar tão amado por todos nós tem sido mal tratado pelo comércio e suas agressivas vitrines que invadiram o lugar. Lojas Renner, Marisa, Mcdonalds, feira das muambas, dos mal educados coreanos. Das obras públicas lindas e negligenciadas pelo poder público. Da iluminação branca e feia que tomou conta da noite.




Se V-Urban pudesse interferir, seria a Paulista das artes, galerias, das livrarias, dos filmes, do jazz, da MPB, do rock, do eletrônico. Seria o único lugar de São Paulo onde existiriam empenas gigantes com grafite e obras de artistas contemporâneos. Mais flores, mais bancos pra sentar, mais segurança, mais restaurantes, cafés, docerias. Só tem uma característica que V-Urban não mudaria, as pessoas, afinal são elas que tornam essa avenida pulsante. 

Viva essa experiência, visite a Paulista nos finais de semana e se alimente da tradição, da modernidade, da vanguarda.


(por Vitor Costa)

15 de mai. de 2011

Green Sunset na multi Sampa

São Paulo pulsa de todos os lados, eventos simultâneos ecléticos, distintos. Enquanto que muita gente se direcionava para o tal churrasco de gente diferenciada em Higienópolis, uma bem merecida sátira ao bairro, uma piada da piada. No outro lado V-Urban resolveu conferir o Green Sunset, evento que parecia bem promissor. Boa música, em um dos museus mais bacanas da cidade.

A Green Sunset está na sua sexta edição e tem como conceito trazer a música eletrônica para o entardecer do dia, além de ser um diferencial e atrair pessoas para visitar o MIS. O evento teve abertura do brasileiro Luiz Pareto e fecha com o DJ francês Joakim, com suas performances ecléticas e experimentais. 

Evento Promissor. 
Lá pelas 16h quando estacionamos o carro por R$ 15,00, ficamos meio desconfiados com algumas poucas pessoas que chegavam. Mas quando vimos Luiz Pareto e Joakim testando os equipamentos no palco tivemos a certeza: aquele era o lugar pra nós. Pareto é dj residente da noite Freak Chic do Clube Dedge em São Paulo, tem um selo próprio chamado Rebolado, além de um projeto para outros clubes chamado Xarope e para V-Urban é um dos grandes djs brasileiros. Tem uma sensibilidade enorme para tocar o que gostamos, mistura house e disco com maravilhosa competência que é capaz de fazer um fã da banda Sepultura dançar. No palco usa algumas perucas que começam pequenas e chegam a ficar volumosas como a cabeleira de Margie Simpson.


As pessoas começavam a chegar e Mr. Pareto iniciou seu incrível set de deep house, uma das vertentes da house music, sofisticada, penetrante, com muita influência da disco. Pés e cabeça se movendo, acompanhando hipnoticamente cada compasso.


O evento, o som parecia atrair mais e mais gente, pessoas bonitas de todos os cantos, a avenida Europa congestionou. 






E a deep house de Pareto gritando e suas criativas perucas mudavam de tamanho sobre sua cabeça. Enquanto que filas se formavam para pegar os deliciosos coquetéis de frutas com whisky da marca Passport, apoiadora do evento. (E eu que nem sou de beber estava no segundo copo). 










A pista do evento aberto lotou, a praça anexa ao MIS também. Pura vibe em uma tarde incrível e fria de São Paulo.



Pena que, após duas horas a deep disco house de Pareto se despedia, assim como sua presença e absurdo talento pra fazer a gente dançar e se divertir. 
Fica Pareto!!!! Entra Joakim com um set delicioso, porém mais lento. Nele, influências de John Coltrane a Daft Punk. O francês tem seu próprio selo chamado Tigersushi. 


O povo feliz vibrava confirmando que o evento é tudo de bom e que outras iniciativas como esta podem dar muito certo nesta multi cultural São Paulo.

(por Vitor Costa)
 
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